segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A QUEM ME SILENCIA E INQUIETA...
A fruta dessa espera amadurece
Enquanto o mais secreto de nós dois
Permanece no escuro. E só depois
Da chuva (ou do vento) que arrefece
o calor primitivo da estação
Provamos o sabor que tem o enigma
Da semeadura. Ou, ainda, o estigma
Que têm sempre as esperas sem razão.
Seremos nós um ser no breu imerso
Vivendo sem ventura um universo
Imaginário, para sempre sós?
Assim por acaso, - ou meditação -,
Talvez exploda um mundo de paixão
Tão belo que não mais coubesse em nós...
(Raul Passos)
BUCARESTE, ROMÊNIA, 20/02/2009
Enquanto o mais secreto de nós dois
Permanece no escuro. E só depois
Da chuva (ou do vento) que arrefece
o calor primitivo da estação
Provamos o sabor que tem o enigma
Da semeadura. Ou, ainda, o estigma
Que têm sempre as esperas sem razão.
Seremos nós um ser no breu imerso
Vivendo sem ventura um universo
Imaginário, para sempre sós?
Assim por acaso, - ou meditação -,
Talvez exploda um mundo de paixão
Tão belo que não mais coubesse em nós...
(Raul Passos)
BUCARESTE, ROMÊNIA, 20/02/2009
Sem assunto
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
...
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar…
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
... A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Fernando Pessoa
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
...
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar…
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
... A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
Fernando Pessoa
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